Três pessoas foram presas nesta terça-feira durante
a Operação Infiltrados, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao
Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. Entre os alvos
estão um advogado, um ex-policial civil, e um chefe dos investigadores
suspeitos de participação em um plano para assassinar um promotor de Justiça
que atua no combate ao crime organizado na região de Campinas.
Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério
Público de São Paulo, os suspeitos seriam agentes infiltrados do Primeiro
Comando da Capital (PCC) e estariam envolvidos em ações destinadas a monitorar
e atingir integrantes das forças de segurança e do sistema de Justiça.
De acordo com o Gaeco, o alvo do suposto atentado
seria o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante da unidade do
grupo em Campinas. As apurações apontam que um dos investigados, atualmente
advogado e ex-estagiário do Ministério Público, trabalhou anteriormente na
Promotoria Criminal de Campinas. Já o ex-policial civil preso teria colaborado
com o esquema criminoso investigado, assim como o chefe dos investigadores da
unidade da Dise, Delegacia de Investigação sobre entorpecentes.
A Operação Infiltrados é um desdobramento de duas
ações realizadas anteriormente pelas autoridades. A primeira delas, a Operação
Pronta Resposta, deflagrada em agosto do ano passado, identificou integrantes
da organização criminosa ligados ao PCC que, entre outros crimes, estariam
planejando um atentado contra o promotor do Gaeco.
A segunda foi a Operação Off White, realizada em 30
de outubro de 2025, com o objetivo de desmantelar um esquema de lavagem de
dinheiro ligado a dois traficantes considerados entre os mais procurados do
Brasil. Um deles é Sérgio Luiz de Freitas, conhecido pelos apelidos “Mijão” e
“Xixi”, apontado como uma das principais lideranças criminosas ainda as ruas.
O Ministério Público informou que todos os fatos
seguem sob apuração do Gaeco, com apoio das polícias Militar, Civil e Penal.
Segundo as apurações realizadas pelo Gaeco, foram
identificadas evidências e trocas de mensagens que demonstrariam a existência
de um plano para matar o promotor responsável por investigações contra
integrantes do PCC.
A operação cumpriu três mandados de prisão
temporária e dez mandados de busca e apreensão. As diligências foram
acompanhadas pela Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), em razão da participação de advogado entre os investigados.
As ações contaram ainda com apoio da Corregedoria da
Polícia Civil, da Polícia Penal e de equipes do 1º Batalhão de Ações Especiais
de Polícia (Baep), unidade de elite da Polícia Militar especializada em
operações de alto risco.
Jovem Pan News

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