domingo, 24 de maio de 2026

Deolane na prisão gera denúncia de privilégio

 


O caso envolvendo Deolane na prisão ganhou novos desdobramentos após denúncias feitas pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal). A entidade afirmou que a influenciadora e advogada recebeu tratamento diferenciado durante o período em que esteve detida na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista.

Deolane Bezerra foi presa sob suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, o sindicato apresentou denúncia formal à Direção-Geral da Polícia Penal pedindo abertura de procedimento administrativo para investigar possíveis irregularidades.

Segundo o Sinppenal, a influenciadora teria recebido benefícios considerados fora do protocolo padrão aplicado às demais detentas. Conforme a entidade, Deolane foi recebida diretamente pelo diretor da unidade prisional no momento da chegada.

Deolane na prisão teria recebido privilégios

De acordo com o sindicato, houve uma ordem para esvaziar uma sala normalmente utilizada por presas que aguardam atendimento médico. Em seguida, o espaço teria sido reservado exclusivamente para acomodar a advogada.

Além disso, a denúncia aponta que Deolane consumiu refeições destinadas aos carcereiros, e não a alimentação distribuída às detentas. Ainda segundo o relato, ela teria utilizado chuveiro elétrico privativo para banho quente e dormido em uma cama diferente das estruturas de concreto presentes nas celas comuns.

O Sinppenal também afirmou que o acesso de agentes penais ao local onde a influenciadora estava acomodada foi restringido. Conforme a entidade, essa medida teria comprometido a fiscalização e a segurança interna da unidade.

Em nota, o sindicato destacou que as supostas condutas violam princípios previstos na Lei de Execução Penal, como igualdade de tratamento entre presos provisórios e condenados. Além disso, a entidade citou a Lei Orgânica da Polícia Penal paulista, que exige impessoalidade e legalidade na atuação dos servidores.

Enquanto isso, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que Deolane foi alocada conforme determinação judicial. Segundo a pasta, o procedimento levou em consideração o fato de a investigada possuir registro ativo como advogada.

A SAP também declarou que todas as ações adotadas seguiram estritamente as ordens do Poder Judiciário. Entretanto, o sindicato mantém críticas sobre as condições do sistema prisional e a superlotação nas unidades femininas do estado.

 

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