A dívida pública brasileira ultrapassou R$ 10
trilhões em outubro e já alcança 78,6% do PIB, segundo dados do Banco Central.
O avanço de 0,6 ponto percentual em apenas um mês reforça a preocupação de
economistas, que veem uma trajetória clara de crescimento do endividamento,
mesmo com o superávit de R$ 36 bilhões registrado no período.
O cenário fiscal segue pressionado. No acumulado do
ano, o déficit primário chegou a R$ 63 bilhões — mais que o dobro da meta
oficial, de R$ 30 bilhões. O governo ainda tenta suavizar o impacto ao excluir
despesas como precatórios e ressarcimentos do INSS, mas especialistas afirmam
que isso não muda a tendência de deterioração das contas.
Apesar da alta de 4,5% na receita líquida,
impulsionada principalmente por IR e IOF, as despesas federais cresceram em
ritmo ainda maior. Os principais gastos vieram de áreas como saúde e
previdência, impactadas pelo aumento real do salário mínimo e pela ampliação do
número de beneficiários.
A dívida bruta, que engloba também obrigações de
estados e municípios, já subiu 7 pontos percentuais desde janeiro. O indicador,
usado como termômetro por investidores, acende alerta sobre a sustentabilidade
fiscal do país e a necessidade de mais rigor no controle dos gastos públicos.
Com informações da CNN

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