O ministro Dias Toffoli, do Supremo
Tribunal Federal, declarou-se suspeito para julgar todas as ações relacionadas
ao caso envolvendo o Banco Master. Segundo o próprio magistrado, a decisão
foi tomada por “questões de foro íntimo” e vale para processos atuais e futuros
sobre o tema.
A informação é da colunista Manoela
Alcântara, do portal Metrópoles. Com isso, Toffoli
também ficará de fora da análise do referendo na Segunda Turma do STF sobre a
prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira
investigada.
O ministro já havia deixado a relatoria do inquérito
relacionado ao caso no mês passado. Após sua saída, o processo foi
redistribuído para o ministro André Mendonça, que também integra a Segunda
Turma da Corte.
Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação
Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura
suspeitas de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de
dispositivos informáticos. O banqueiro está preso na Penitenciária Federal
de Brasília por decisão de Mendonça.
Antes de se declarar suspeito no caso da prisão de
Vorcaro, Toffoli também havia se afastado da análise de um mandado de segurança
que pede a instalação de uma CPI para investigar relações entre o Banco Master
e o Banco de Brasília. Após a declaração de suspeição, o processo foi
redistribuído ao ministro Cristiano Zanin.

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